O Projeto Cidadania Planetária receberá aqui propostas, sugestões e comentários dos professores, orientadores, estudantes e interessados nessa produção de conhecimento que o CIEP 137 CECÍLIA MEIRELES empreenderá. Veiculamos o nosso cotidiano escolar e também matérias afins ao projeto de sustentabilidade em seu sentido amplo.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Fórum de governadores fecha acordo para COP-15 (outubro de 2009)
O Brasil pretende chegar em 2020 com as mesmas taxas de emissão de gases de efeito estufa registradas em 2005 (2,1 bilhões de CO2), considerando-se uma taxa de crescimento de 4% ao ano, em média.
A meta que está sendo negociada no âmbito do Governo Federal foi anunciada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, durante o 6º Fórum de Governadores da Amazônia, realizado nesta sexta-feira (16/10), em Macapá (AP).
Minc e os governadores chegaram a um consenso sobre a necessidade de promover cada vez mais ações de preservação da Floresta Amazônica. Ele pediu o esforço dos governadores e dos parlamentares presentes ao evento para a aprovação, ainda este ano, de três projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional e que, se votados agora, já constarão da proposta brasileira a ser apresentada na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), em dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.
São eles: Pagamento por Serviços Ambientais; criação de um Fundo de Mudanças Climáticas, com recursos oriundos da exploração do petróleo (cerca de R$ 1 bilhão/ano) e o FPE Verde (aporte de recursos repassados aos estados pelo Governo Federal, que vai garantir um volume maior de verbas às Unidades da Federação que mais protegem o meio ambiente).
O ministro Carlos Minc disse que o Fórum de Governadores é fundamental para o estreitamento das relações do Governo Federal com os estados da Amazônia e que isso vai permitir ao Brasil chegar mais unido e fortalecido em Copenhague.
Hoje foi selado um acordo histórico entre os governadores da Amazônia e o Governo Federal, pois há uma concordância nas propostas relativas à conservação da floresta. Com isso, podemos ter uma meta ousada para exercermos um protagonismo e fazer uma ponte ente os países em desenvolvimento e os desenvolvidos, explicou o ministro.
Até 2020, o governo brasileiro quer reduzir em 80% o índice de desmatamento da Amazônia e diminuir de 20% a 40% as emissões de gás carbônico pelo país. Um novo inventário de emissões de gases estufa está sendo elaborado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia e poderá servir de parâmetro para essas metas.
"Queríamos levar o novo inventário, mas como ele não ficará pronto em tempo hábil, vamos contar com o documento de atualização, com estimativas de reduções feitas pelo Ministério do Meio Ambiente, para a reunião da COP-15", acrescentou Minc.
Minc ressaltou que as áreas degradadas e desertificadas também devem ser beneficiadas e citadas durante o evento na Dinamarca. Ele defendeu que além da redução das emissões, os países ricos devem se comprometer com a descarbonização dos países em desenvolvimento.
No encontro foi apresentado o relatório da força-tarefa sobre REDD (Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação) e Mudanças Climáticas, instalada pelo presidente Lula e realizado pelo Governo Federal e pelos estados da Amazônia.
Por esta proposta, haverá uma distribuição de benefícios e recursos dos mecanismos de REDD entre os estados da região amazônica. Dessa forma, serão beneficiados tanto os locais onde há taxas altas de desmatamento, que precisam de projetos de recuperação e proteção, quanto as regiões com baixas taxas de desmatamento. Isso vai garantir a manutenção e evitar a devastação da floresta.
Também foi defendida no relatório a necessidade de apoio a ONGs, a associações e proprietários que desenvolvam ações de conservação e reflorestamento, bem como o pagamento por serviços ambientais.
Os governadores da Amazônia Legal decidiram desenvolver ações para incluir nos debates da Conferência do Clima a redução de emissões provenientes de desflorestamento e degradação, como um mecanismo que compense o país financeiramente por isso. Essa é a principal das dez propostas da Carta de Macapá, aprovada durante o encerramento do Fórum.
O ministro do Meio Ambiente concordou com o documento apresentado e sugeriu o acréscimo de mais duas propostas: que os países tenham metas mínimas de redução de emissões de 25%; e que contribuam com o Fundo Global, cujos recursos serão utilizados em medidas de adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
De acordo com Virgílio Viana, diretor-geral da Fundação Amazônia Sustentável e relator da força-tarefa, o mercado de carbono movimentou em 2008 cerca de US$ 118 bilhões. Se 10% deste valor fossem destinados às florestas, como sugerido no relatório, teríamos US$ 11,8 bilhões para investirmos em mecanismos de redução e controle dos desmatamentos. Queremos implementar o paradigma de que a floresta em pé tem mais valor, disse Viana.
O governador do Amazonas, Eduardo Braga, defendeu a ideia de que os estados mais ricos da Federação, que tenham grandes passivos ambientais, como São Paulo e Goiás, contribuam com recursos, em caráter provisório, para beneficiar áreas que precisam ser recuperadas. Seria um REDD tupiniquim e um ótimo exemplo a ser dado em Copenhague, declarou.
Participam do Fórum os estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso.
ASCOM/MMA
26 / 10 / 2009 EXCLUSIVO: Fórum de Legisladores em Copenhague converge para COP-15
Após mais de 2 anos de discussão, o Fórum de legisladores da GLOBE International composto por cerca de 25 países, realizou sua última reunião em Copenhague nos dias 24 e 25 de Outubro, visando fechar a posição de todos os parlamentos presentes para apresentarem uma proposta comum na COP-15 em Dezembro. O Brasil teve como Delegação os Senadores Cícero Lucena (PSDB-PA), Renato Casagrande (PSB-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT) e Deputados Antonio Palocci (PT-SP) e Luciano Pizzatto (DEM-PR), que divulgaram os principais pontos discutidos.A ênfase da reunião final do Fórum de legisladores que compõe a GLOBE International, visando a COP-15 foi o princípio da ‘Responsabilidade comum mas diferenciada’, onde mesmo todos os países assumindo sua responsabilidade e compromissos não se aplica medidas iguais em função das características diferenciadas da cada nação.Esta visão fortalece a importância dos países do G-8 e outras econômicas desenvolvidas com a busca de recursos para implantar as metas a serem defendidas em Copenhague, em Dezembro, sem onerar mais o custo social de países como os do G-77, que não devem cometer os mesmos erros para comprometer o meio ambiente com seu desenvolvimento, mas não devem arcar com este custo.Os mecanismos de REED – Redução de emissões e por desmatamento evitado, foi a ênfase das propostas para carbono terrestre, com várias propostas de Pagamentos por Serviços Ambientais.Como novidade, os Estados Unidos representado pelo Deputado Ed Markey deixou sua posição tradicional de não assumir o problema de aquecimento Global, para passar a propor uma série de medidas locais e da criação de fundos para apoiar atividades de conservação, além do que chamam de Banco Verde para financiar atividades econômicas com tecnologias de carbono neutro.O Primeiro Ministro da Dinamarca destacou a importância dos legisladores se anteciparem as posições da COP-15, pois todos os atos depois terão de ser ratificados nos parlamentos dos países participantes, bem como a responsabilidade de investir em compensação para os países que deixem de cortar suas florestas com o justo pagamento aos proprietários rurais, ou investimentos em reflorestamento e conservação de áreas protegidas.Também das tecnologias limpas, com equipamentos e troca da matriz energética suja por energias limpas (eólicas, solar, hidroelétrica, nuclear e outras) é uma prioridade.Sobre o acordo para Copenhague, o primeiro ministro crê que não estamos avançando bem e que acha difícil o fechamento de um acordo amplo até Dezembro, e que a partir de Novembro encontros em Barcelona com Ministros e outras autoridades tentarão avançar em um documento mais amplo.A Chefe da Delegação Brasileira Senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) colocou a posição do Brasil de assumir compromissos arrojados na COP-15, como cortar o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020 (usando como base a média de 1996 a 2005), e reduzir as emissões em 40% (IPCC recomenda de 35 a 40%).Também anunciou que o Ministro Minc informou que o desmatamento da Amazônia do último período será o menor da última década, menos de 10.000 Km2 (1 milhão de hectares), e que os cálculos preliminares de que serão necessários 100 bilhões para as ações previstas na COP-15 para estas atividades no mundo, segundo o MMA deverá ser no mínimo de 350 bilhões de dólares/ano, o que gerou grande expectativa sobre o detalhamento deste número, que foi reforçado pelo representante do Banco Mundial que estimou em 400 bilhões de dólares.Na proposta em discussão este fundo será composto por recursos dos países desenvolvidos, parte do mercado e parte dos países em desenvolvimento, e a posição do Brasil segundo o Ministro Minc é de que os países em desenvolvimento como o Brasil não tenham que contribuir com este fundo, pois já participa do esforço de compensar com sua política de conservação, reflorestamento, e outras.A China considerou a posição brasileira coerente e apoiou reforçando o princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada, além de países como a Índia, África do Sul, Rússia e outros.Na posição brasileira, Luciano Pizzatto (DEM-PR) reiterou a necessidade de que os mecanismos econômicos não percam o foco de considerar a justiça social e as diferenças regionais, em especial para o homem do campo, onde as compensações ambientais também precisa se traduzir na garantia de empregos e de qualidade de vida, além de que o dinheiro de compensações tem que chegar no produtor rural e não se perder nos meios burocráticos, ênfase social permanente na posição da Delegação e da Senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). A União Européia foca sua situação na garantia de uso correto destes recursos, enquanto interesses diversos ainda não ficam claros, quando, por exemplo, o derretimento de parte da rota polar é visto como um problema, mas uma grande solução para tráfego de navios, já em disputa entre os países Nórdicos, EUA e a Rússia sobre o domínio e direito desta região, além do acesso a novas áreas de Petróleo, que devem deter mais de 25% de todas as reservas do mundo.Tal situação levantou discussões sobre os interesses por trás dos resultados positivos (pouco discutido) que o aquecimento Global trará para alguns países, como aumento da produção agrícola no Canadá e em grande parte da Europa.Como meta, o aumento de 2.Graus Centígrados na temperatura mundial é uma meta aceitável, e as emissões de CO2 devem ser mantidas nos limites determinados para não ultrapassar este limite.Para todos os países, a ciência deve ser a base de toda legislação, onde as posições inicialmente políticas ou passionais não podem mais deixar de lado a indicação da ciência e a realidade socioeconômica de cada nação.Na conservação do carbono terrestre a ênfase deve ser dada ao manejo das florestas, reflorestamento e os mecanismos de REED e REED +. Após COP-15, o fórum iniciará a discussão do próximo passo que é a fixação do carbono oceânico, além da situação da preocupação e uso dos recursos oceânicos, produção de peixes e a morte dos recifes em todo mundo.O Senador Renato Casagrande (PSB-RES), assumiu em nome da Delegação o compromisso de levar a Comissão de Mudanças Climáticas do Congresso, em um seminário em Brasília dia 11 de novembro, as posições aceitas por todos os países, para que o Congresso Brasileiro discuta e assuma as mesmas posições na COP-15.A redução das emissões é parte do problema para o Senador Cícero Lucena (PSDB-PA), ficando demonstrado de maneira clara a necessidade de investir em novas tecnologias limpas, como a eólica, solar e a nuclear com correta destinação dos resíduos.
(ambientebrasil, Copenhague)
*Leia mais detalhes em www.globeinternational.org/copenhagen
Secretaria do Meio Ambiente de Petrópolis (telefones)
Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento SustentávelTitular: Luís Eduardo Moreira PeixotoTelefone: (24) 2246-8960
Departamento de Conservação e Recuperação AmbientalTitular: Telefone: (24) 2246-8968
Departamento de Controle AmbientalTitular: Telefone: (24) 2246-8962
Departamento de Educação AmbientalTitular: Telefone: (24) 2246-8960
Petrópolis Recicla
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Pelas 350ppm
Itaipava, Petrópolis, Rio, Copenhage, Terra!!!
Sylvio Costa Filho
Ator e Professor (C. E. Hercília Moret)
Leonardo Boff já nos chamou atenção: são muitas as ecologias. E ele nos fala de 4 delas, a ecologia ambiental, a ecologia social, a ecologia mental e a ecologia integral. Para aqueles que acham que ecologia é apenas uma conversa sobre as plantinhas e os animais, a leitura das reflexões de Leonardo são fundamentais. E aqueles que entendem desenvolvimento e ecologia como sendo incompatíveis não estão mais entendendo o que seja desenvolvimento e nem o que seja ecologia.
Vivemos em um mundo interdependente e são muitas as conexões. Desenvolvimento que não leva em consideração sustentabilidade não pode ser considerado desenvolvimento, mas sim produção de desequilíbrios. O que assistimos e experimentamos em nosso cotidiano já é prova mais que suficiente. O antropocentrismo selvagem transformou os homens nos reis predadores de seu próprio reino. Estudando a história do mundo tomamos conhecimento de uma epopeia de destruições e de agressões às mais variadas formas de vida. Espécies extintas de forma brutal e irresponsável. A própria espécie dividindo-se em competições, guerras e barbáries. O homem excluindo o semelhante e arrancando seu direito à vida e à dignidade. Apartheids e exclusões. Holocaustos. Escravizações, torturas e tantos males causados por vícios atávicos e por novidades do mercado do esbanjamento, da loucura desenfreada do consumo.
A ecologia religa as espécies, as sociedades, as diversidades, redesenha os mapas reaproximando os homens como cidadãos de um mesmo planeta, renova as suas mentes com a percepção do todo interdependente e intercomunicante.
Ainda sobrevive um pensamento, obviamente estimulado por interesses particulares de que o que é bom para o meio ambiente é prejudicial para a economia. Não há mais como sustentar esse preconceito e essa ignorância. A economia sustentável é o novo paradigma. O que precisamos é aprender os novos caminhos e exercitar os novos passos da mudança.
No momento em que escrevo este texto sou surpreendido por uma manchete de jornal que afirma que a nova siderúrgica do Rio, a Companhia do Atlântico Sul (CSA), que iniciará suas atividades em 2010, aumentará em 76% a emissão de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera, lançando mais de 12 vezes o total de emissões desse gás no município do Rio e 14% do total de emissões do estado. No próximo mês, em Copenhagen, a conferência internacional, discutirá justamente as questões climáticas e a importância de diminuir a emissão desses gases-estufa que aquecem a temperatura da superfície terrestre. O CO2, segundo os cientistas tem um limite de 350ppm (partículas por milhão) e nós já ultrapassamos esse limite e chegamos à faixa das 390ppm. A cidadania planetária promove movimentos em todo o mundo para que seja revertida essa situação crítica.
É preciso pressionar os nossos representantes na cúpula mundial para que as verdadeiras necessidades do planeta e da vida sejam respeitadas. Daí, o movimento “Pelas 350” que tem, aqui, em Petrópolis, no Projeto Cidadania Planetária do Colégio Hercília Henriques Moret muitos adeptos e que está se ampliando com a adesão da cidadania petropolitana e com a força de ação da sociedade civil.
Todos estamos convocados para salvar o planeta e melhorar a qualidade de vida na Terra. Viva Gaia viva!!! Parque de Itaipava, 8 de novembro, às 11:00h. Vestidos de azul e/ou branco. Estaremos lá! Pelas 350.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
CSA aumentará em 76% o lançamento de dióxido de carbono na atmosfera
Publicada em 05/11/2009 às 23h41m
O Globo
A questão é ainda mais complexa porque a legislação que regula o licenciamento ambiental não exige neutralização ou compensação para as emissões de carbono das indústrias. A CSA está trabalhando com o que há de mais moderno em equipamentos de siderurgia do mundo, o que reduz a média de emissões, mas, ainda assim, pelo tamanho da indústria, o volume emitido é grande.
Para tentar contornar o problema, a Secretaria estadual do Ambiente vai criar um programa para obrigar as indústrias a reduzirem gradualmente suas emissões.
- Vamos discutir com todos os setores da indústria, um a um, a começar pela siderurgia, as metas a serem alcançadas. Há caminhos de compensação de emissão, como a utilização de carvão vegetal, o plantio de árvores e o uso da escória da siderurgia na produção de cimento - diz a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, que ainda não considera o aumento de emissões preocupante. - Como o Estado do Rio é historicamente pouco industrializado, a emissão ainda é muito baixa em relação aos outros estados mais industrializados, e ainda menor se compararmos a países ricos.
A conta da participação da CSA no total de emissões da cidade foi apresentada pelo vereador Alfredo Sirkis (PV). Ele vai propor emenda num projeto de lei de concessão de incentivos fiscais para a siderúrgica, que será votado na próxima terça-feira, exigindo a neutralização total das emissões de carbono.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009...-914629793.asp






































