quinta-feira, 21 de maio de 2009

A escola é a base de formação do cidadão. (do Ambiente Brasil)

A escola é a base de formação do cidadão.

A escola é a responsável pela educação que influenciará na vida profissional, social e pessoal do aluno e em sua convivência familiar. A escola influencia e é influenciada pelos movimentos que agitam o seu entorno, como festividades, violência familiar e social, decisões da coletividade, desenvolvimento agrário, industrial e comercial, etc. Além disso, em muitas comunidades, a escola é o órgão ao qual os cidadãos recorrem, como se fosse um organismo de ajuda, apoio e resolução de problemas familiares ou sociais.

Desnecessário, por óbvios, destacar outros pontos de importância da escola na comunidade.

Portanto, nada mais útil e proveitoso do que se começar um processo de elaboração de Agenda 21 dentro do âmbito de atuação direta e indireta da escola.

Agenda 21 Escolar (do Ambiente Brasil)

Agenda 21 Escolar - Implantação

A escola é uma comunidade que tem influência efetiva não apenas dentro de seus muros, nos momentos de instrução a seus alunos, mas também em toda a comunidade formada pelos respectivos familiares e moradores de seu entorno.



Da redação do Ambiente Brasil

1. Esclarecimentos preliminares

1.1. O que é a Agenda 21?

A Agenda 21 é um documento gerado a partir da Rio Eco-92 para implantação global, prevendo, em mais de 40 tópicos, as possibilidades de desenvolvimento sustentável para o planeta, onde se possa gerar desenvolvimento sem prejuízos à qualidade de vida do ser humano e às condições ambientais. Pode-se resumir essa filosofia no encaminhamento das condições de vida do planeta para um ambiente justo e saudável, com o equilíbrio perfeito entre o ser humano, a natureza e a economia, sem prejudicar o desenvolvimento e a qualidade de vida, e sem degradar o ambiente planetário.Esse mesmo documento prevê a implantação da Agenda 21 nacional, que deverá ser implementada, em cada país, observando-se suas características peculiares e, ainda, a Agenda 21 local que, em tese, deve ser implementada em cada cidade ou localidade onde exista um núcleo humano com necessidades de crescimento e de sustentabilidade ambiental e econômica, sem prejuízo da qualidade de vida e da degradação dos ecossistemas.

As bases lógicas para a implementação das Agendas por país e por localidade são óbvias: não se poderá construir um mundo sustentável, saudável e com um ambiente protegido, sem que as respectivas ações nesse sentido tenham início nas bases dos habitantes que dominam o planeta e são capazes de transformá-lo para melhor ou pior, ou seja, os seres humanos. Daí a adoção do tão alardeado slogan: "pensar globalmente e agir localmente". A soma das boas ações locais vão produzir uma globalização condizente e correspondente.

As agendas locais - Estados, municípios, regiões e comunidades - têm, portanto, papel fundamental na elaboração da agenda nacional. Partindo-se do microcosmo para o macrocosmo pode haver participação ativa de todas as comunidades, de todos os habitantes na criação de um plano de sustentabilidade maior e mais abrangente. Afinal, o ser humano, individualmente, é a célula da sociedade, que, por sua vez, forma uma nação, um país, e o planeta.

1.2. Porque Agenda 21 Escolar?

A escola é uma comunidade que tem influência efetiva não apenas dentro de seus muros, nos momentos de instrução a seus alunos, mas também em toda a comunidade formada pelos respectivos familiares e moradores de seu entorno. A escola, em suas novas atribuições, estabelecidas passo a passo por técnicos do ensino, pode ser considerada o cérebro que comanda um corpo maior, constituído pelos lares dos alunos e pela comunidade em que está inserida, extrapolando em muito as estreitas divisas de seus muros e afetando diretamente a vida de um volume de pessoas extremamente maior do que o mero número de estudantes que a freqüenta, sendo, por isso, também responsável pela avaliação crítica e física dos problemas sociais, pessoais e ambientais dos ramos dela derivados, e pela busca de auxílio em sua solução.

Ipods, celulares, televisões e meio ambiente

A obsessão moderna por iPods, celulares e televisões com grandes telas está causando um aumento no uso de energia, o que prejudica o ambiente. O alerta foi emitido pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).


O grupo estima que 200 novas usinas nucleares seriam necessárias para o fornecimento de energia, a fim de alimentar todos os computadores, aparelhos de TV e tocadores de música que serão ligados até 2030. Isso significa que, somente para funcionarem, os aparelhos consumirão algo por volta de 1.700 terawatt-hora de energia, ou três vezes do que é utilizado atualmente. O número também equivale ao atual consumo doméstico de energia dos Estados Unidos e do Japão juntos.

Segundo o jornal britânico "The Daily Telegraph", a IEA, que assessora 28 países industrializados, estima que, em termos financeiros, o poder desse mercado chegará a US$ 200 bilhões por ano, a partir do rápido crescimento do consumo de aparelhos eletrônicos.

Paul Waide, analista político sênior da IEA, afirma que o setor de consumo eletrônico tem poucas políticas em vigor para estabelecer a eficiência energética. "Isso vai prejudicar os esforços para aumentar a segurança energética e reduzir as emissões de gases do efeito estufa", disse.

Os equipamentos eletrônicos representam, atualmente, por volta de 15% do consumo elétrico global, afirma a agência. No ano passado, o gasto mundial com energia elétrica desses tipos de aparelhos domésticos ultrapassou US$ 80 bilhões. Em 2030, o total de emissões de gases de estufa a partir de aparelhos domésticos poderá duplicar para cerca de 1 bilhão de toneladas de dióxido de carbono por ano.

Waide diz que a melhoria da eficiência energética dos aparelhos de televisão pode ser uma forma de evitar um aumento das emissões.

Há cerca de 2 bilhões de televisores em uso no mundo, em uma média de 1,3 por domicílio que possui este tipo de aparelho. A tendência de televisores com telas maiores, e um aumento da quantidade de tempo gasto no modo de espera, terá enorme impacto sobre o consumo de energia, afirma ele. (Fonte: Folha Online)

Trabalho com músicas t: 803

O aluno Carlos Soares, da turma 803, trouxe esta música para ilustrar o assunto discutido em sala de aula:

Oxigênio _ Jota Quest

Composição: Rogério Flausino e Zé Ramalho

Mesmo com a fumaça
Dá para ver
A incessante sinfonia
Da floresta
Respirando pelo mundo
Vendo tudo acontecer
Mesmo com a fumaça
Dá para ouvir
O som intermitente
Das corredeiras
E a cachoreira da fumaça
Vendo tudo acontecer

Dá para ver
Que ainda é possível voar
Dá para ver
Que o mundo ainda é verde
E o ar, oxigênio
Mesmo com a fumaça
Oxigênio
Mesmo com a fumaça
Oxigênio

Povo da Terra
Olhem para o céu
E vejam que límpido cristal
Tem nossa alma
O abraço das criaturas
No templo do amor
A paixão da natureza
O delírio do viver
Somos todos os deuses
Somos todos um só.


Profª Mariana

Trabalho com reportagens t: 1006

Nas reportagens que vi nos jornais, podemos ver que nós mesmos estamos nos prejudicando de todas as maneiras, tanto na poluição, quanto na apreensão de aves nativas em extinção e no desmatamento cometido diariamente. Estamos acabando cada vez mais com o planeta. Precisamos melhorar, mudar nossos hábitos, pôr a mão na consciência e ver que cada vez mais nosso oxigênio diminui e o pouco que estamos respirando está poluído devido a nossas atitudes com o nosso planeta Terra.

Todos temos que ajudar! Todos podemos ajudar o nosso planeta a respirar melhor!

Texto escrito pelo aluno Thiago da Silva, turma 1006, na aula de Língua Portuguesa.

Profª Mariana

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Projeto Araras e as queimadas

ARARAS EM DIA
Informativo do Projeto Araras – 06/05/2009
AQUECIMENTO GLOBAL E AS QUEIMADAS
O fogo aquece, e mais do que se imaginava. De acordo com um artigo publicado na edição de 24/4 da revista Science, o efeito do fogo nas mudanças climáticas globais é mais profundo do que se acreditava e deve ser encarado com preocupação ainda maior do que a atual.
O artigo aponta o que a ciência sabe e o que desconhece a respeito do impacto do fogo na
biodiversidade, clima e reservas de carbono do planeta e destaca que as queimadas ligadas ao
desflorestamento são responsáveis por cerca de 20% do aquecimento global promovido pela ação do homem. “O total pode aumentar em pouco tempo. Está muito claro que o fogo é um catalisador primário das mudanças climáticas globais. O artigo que escrevemos é um chamado à ação para que os cientistas investiguem e avaliem melhor o papel do fogo no sistema terrestre”, disse Thomas Swetnam, da Universidade do Arizona, um dos autores (Fonte: Agência Fapesp).
No contexto local, o nosso bairro quase todos os anos sofre com as queimadas, pelo que o Projeto Araras anualmente realiza campanhas educativas, informando, por exemplo, sobre alternativas para a queima do lixo. Entretanto, o fogo nem sempre vem do próprio bairro. É fundamental, portanto, que essas ações sejam estendidas a toda a região, de forma que a comunidade perceba não só os prejuízos locais causados pelas queimadas, mas também entenda que tem responsabilidade nas conseqüências globais.
Sensível a isso, o Secretário de Meio Ambiente de Petrópolis, Luiz Eduardo Peixoto, está
desenvolvendo uma iniciativa em conjunto com outros órgãos ambientais – em especial o Inea
(Instituto Estadual do Ambiente) a ser implementada imediatamente, antes da época da seca. Essa iniciativa não se limita a informar e educar, mas, sobretudo, se destina a prevenir incêndios florestais e, diante de uma eventual ocorrência, mobilizar os recursos dos órgãos municipais e estaduais, bem como a população.
Em 2007, em Araras, o Incêndio nas Perobas assustou os moradores. O fogo chegou bem próximo às residências.
Reduzir, Reutilizar e Reciclar.
(e pensar, antes de comprar, no resíduo que será gerado).
www.projetoararas.org.br
ARARAS EM DIA
Informativo do Projeto Araras – 06/05/2009
Algumas populações da espécie vegetal Rabo de Galo (Worsleya rayneri), ameaçada de extinção, foram destruídas durantes as queimadas em 2007.
Reduzir, Reutilizar e Reciclar.
(e pensar, antes de comprar, no resíduo que será gerado).
www.projetoararas.org.br

Este artigo foi postado por indicação de Josué e Ana Carolinada turma 3002. Durante a semana do meio ambiente teremos mais informações sobre o projeto Araras e suas ações ambientais.

História da Mata Atlântica (da Secretaria Municipal de Meio Ambiente)

História

História da Mata Atlântica

A Mata Atlântica, originalmente, cobria uma área superior a 1,3 milhão km² distribuída ao longo de 17 estados brasileiros que iam desde o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Desde o descobrimento do Brasil, no entanto, até os dias de hoje a área de mata foi reduzida a aproximadamente 7% da sua área original. Inicialmente em função dos ciclos econômicos da história do nosso país - o do Pau-Brasil, do ouro, da cana-de-açúcar e posteriormente do ciclo do café – e mais recentemente, em função da ocupação demográfica nas áreas urbanas, principalmente da cidade do Rio de Janeiro e São Paulo. Mais de 3.000 dos 5.507 municípios brasileiros ocupam hoje a área que originalmente foi a Mata Atlântica. Cerca de 108 milhões de habitantes vivem nas áreas de influência da Mata Atlântica.

O resultado atual é a perda quase total das florestas originais intactas e a contínua devastação e fragmentação dos remanescentes florestais existentes, o que coloca a Mata Atlântica em péssima posição de destaque, como um dos conjuntos de ecossistemas mais ameaçados de extinção do mundo.

A Mata Atlântica está presente tanto na região litorânea como nos planaltos e serras do interior, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Ao longo de toda a costa brasileira a sua largura varia entre pequenas faixas e grandes extensões, atingindo em média 200 km de largura.

Devido ao seu altíssimo grau de biodiversidade, endemismo e à sua elevada taxa de desmatamento, está entre os cinco principais hotspots do mundo, ou seja, áreas que apresentam os biomas mais ricos e ao mesmo tempo mais ameaçados do planeta, de acordo com levantamento feito pela ONG Conservation International. O total de mamíferos, aves, répteis e anfíbios que ali ocorrem alcança 1.361 espécies, sendo que 567 são endêmicas, ou seja, que só vivem ali, representando 2% de todas as espécies do planeta, somente para esses grupos de vertebrados. A Mata Atlântica, que possui 20.000 espécies de plantas é o segundo maior bloco de floresta tropical do país.

Ela possui camadas de vegetação claramente definidas. As copas das altas árvores formam o dossel e chegam a atingir de 30, 35 e até 60 metros de altura. O tronco das árvores, normalmente liso, só se ramifica bem no alto para formar a copa. As copas das árvores mais altas tocam-se umas nas outras, formando uma massa de folhas e galhos que impede a passagem do sol. Numa parte mais baixa, nascem e crescem arbustos e pequenas árvores, que são os bambus, as samambaias gigantes, líquens que toleram menos luz, formando os chamados sub-bosques. Tanto nas árvores mais altas como nas mais baixas encontram-se várias outras espécies, como diversos tipos de cipós, bromélias, orquídeas e gavinhas. O piso da floresta é coberto pelas forrações. Esse chão é protegido pelas folhas e outros vegetais que caem das árvores ao longo do ano, que serve de alimento para muitos insetos, outros animais e principalmente aos fungos, que são os principais responsáveis pelo processo de decomposição da floresta. Assim, a floresta alimenta-se dela mesma.

Ao longo de todo sua extensão, a Mata Atlântica apresenta uma variedade de formações, engloba um diversificado conjunto de ecossistemas florestais com estruturas e composições florísticas bastante diferenciadas, acompanhando as características climáticas da vasta região onde ocorre, tendo como elemento comum a exposição aos ventos úmidos que sopram do oceano.

Próximos aos oceanos estão as planícies de restinga, dunas, mangues, lagunas e outros estuários de menor proporção. Os mangues estão presentes às margens das lagunas ou de rios de água salobra, variando conforme as marés. Eles são considerados os berçários de grande parte da vida marinha.

Na Região Sudeste está presente a Serra do Mar com uma grande cobertura vegetal e constituindo uma verdadeira muralha, ou ainda, o primeiro degrau dos planaltos do interior. Em função das suas várias reentrâncias, toda costa marítima da Serra do Mar é constituída de baías e enseadas.

Na Região Sul e também Sudeste, destacam-se vários dos mais importantes sistemas lagunares do Brasil, com a Lagoa dos Patos e Mirim, no Rio Grande do Sul, e o Lagamar, em São Paulo, entre vários sistemas menores espalhados pelo Brasil.

Na Bahia, grande parte da Mata Atlântica fica restrita à região litorânea, mas ao Sul do Estado ela avança para os planaltos do interior em diversos patamares, como se fosse uma grande escadaria.

A fisionomia da paisagem não reflete apenas a junção dos resultados de contínuas e diferentes mudanças climáticas ao longo da história da formação do planeta, mas também representa seus efeitos acumulados no tempo e no espaço, inter-relacionando a história geológica e a paleogeografia, que é a "pré-história" das mudanças dos relevos em relação ao diferentes climas.

A Mata Atlântica representa uma grande riqueza de patrimônio genético e paisagístico, demonstrada por índices verdadeiramente impressionantes: 55% das espécies arbóreas e 40% para espécies não arbóreas são endêmicas (ou seja: uma, entre cada duas espécies ocorre exclusivamente naquele local). Os números não param por aí: 70% no caso de espécies como as bromélias e orquídeas, e no caso da fauna, 39% dos mamíferos que vivem na floresta são endêmicos. Mais de 15% dos primatas existentes no Brasil habitam a floresta e a grande maioria dessas espécies são endêmicas.