terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cartilhas sobre meio ambiente



Cartilha sobre meio ambiente vai estar presente nas escolas em 2011

10 de janeiro de 2011

O Ministério do Meio Ambiente entrega esse mês uma cartilha ambiental sobre consumo consciente e reciclagem de materiais para cerca de 350 salas de aula que fazem parte do projeto Sala Verde. A iniciativa está vinculada a instituições públicas e privadas parceiras, onde são desenvolvidos programas educacionais relacionados ao meio ambiente.

Voltado para o público infantil, o material mostra como eles podem fazer brinquedos com outros materiais, por exemplo. Ao todo, foram produzidos 30 mil exemplares, que estarão disponíveis para aquisição de escolas que não participam do projeto Sala Verde. Feito em papel reciclado, a intenção é que cada cartilha seja lida por mais de uma criança.

Fonte: Blog Atitude Sustentável

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Presidenta Dilma e Todos pela Educação

Dilma assume a presidência com o compromisso de valorizar o magistério

Em discurso, a governante afirmou que o professor deve ser tratado como autoridade

Dilma assume a presidência com o compromisso de valorizar o magistério
Roberto Stuckert Filho/PR

Da Redação do Todos Pela Educação

A nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff, assumiu o cargo, neste sábado (1º), enfatizando a importância da valorização do professor para a melhora da qualidade da Educação. Em seu discurso no Congresso, a governante afirmou que "só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens".

A presidente se comprometeu a priorizar a erradicação da miséria no País, juntamente com a luta pela qualidade da Educação, da saúde e da segurança.
Para ela, um ponto fundamental é aumentar o investimento público no Ensino Médio, um dos pontos críticos da Educação brasileira, estendendo a experiência do Programa Universidade para Todos (Prouni) à etapa final da Educação Básica. Seu objetivo, diz ela, é acelerar a oferta do ensino profissionalizante e melhorar a formação educacional e profissional do jovem.
"Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento", apontou Dilma.
Diretrizes no site da Presidência
O site da Presidência da República conta com 13 diretrizes para o governo, e uma delas trata especificamente da Educação. Veja:
"7. Garantir educação para igualdade social, a cidadania e o desenvolvimento.
Será garantido aos brasileiros – em especial aos jovens – acesso a escola de qualidade que combine ensino de qualidade e capacitação profissional. O governo cuidará da pré-escola à pós-graduação, disponibilizando mais verba para estimular pesquisas e fortalecer o ensino superior. O programa Prouni será mantido e potencializado, permitindo que mais estudantes de baixa renda ingressem na universidade. O projeto de construção das Instituições Federais de Educação Tecnológica (Ifet) será ampliado e as cidades pólo com mais de 50 mil habitantes terão, pelo menos, uma escola técnica.
O Governo Federal assumirá a responsabilidade da criação de 6 mil creches e pré-escolas e 10 mil quadras esportivas cobertas. Além disso, haverá uma ampla mobilização envolvendo poderes públicos e sociedade civil para que o analfabetismo seja erradicado."

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Nova Une Ubes







Praia do Flamengo, 132: pedra fundamental!

Sylvio Costa Filho

(Ator e Professor)

Foi nos anos 70, quando eu desci do ônibus naquele endereço e olhei lá para a porta e para a sacada, ao ver aqueles rostos e aquele prédio, o meu coração bateu mais forte. Escola de Teatro no 2º andar, Conservatório de Música no 1º andar. O nosso velho prédio: a sede da Une que foi incendiada e que ainda possuía as marcas da repressão da ditadura. Lá, no palco, que nós chamávamos de “palcão” ainda havia os vestígios do que ocorrera. Lá, eu passei muitos dos melhores dias da minha vida, as aulas da faculdade de Teatro, com os mestres: Bárbara Heliodora, José Renato, Henrique Oscar, Pernambuco de Oliveira, Yan Michalski, Amir Hadad, Ausônia, Glorinha Beutenmuller e tantos outros; a convivência com os amigos, o diretório acadêmico, o bar “Cabanas” lá embaixo, a efervescência de nossa jovialidade e resistência aos anos de chumbo...

Além da arte, o que nos unia também era o amor por aquele prédio: Praia do Flamengo 132. A lembrança ainda viva das lutas, da esperança e do vigor da cultura em defesa do povo brasileiro, a Une volante, o CPC... Por ali haviam passado homens e mulheres de verdade, que ainda jovens enfrentaram as adversidades dos que subtraíam a inteligência e torturavam e matavam.

Nos anos 80, quando os anistiados começavam a voltar do exílio, os espasmos ditatoriais ainda conseguiram condenar o prédio e colocá-lo abaixo. Não sem enfrentarem a indignação e os protestos de muitos de nós. Alegavam que o prédio não tinha condições de permanecer em pé. Na verdade, o significado era outro. Ali, ainda permanecia a energia do Brasil que combatera a ditadura, ali ainda estava acesa a chama. E “eles” temiam que com a volta dos anistiados o prédio pudesse sediar e potencializar as energias libertárias que haviam sido reprimidas. E o prédio foi demolido.

Desde então, cada vez que eu passava em frente àquele endereço era como se experimentasse um buraco, um vazio, algo que fora bombardeado na minha alma, na história da minha vida...e era difícil digerir... Rostos surgiam na minha memória, faces queridas, sorrisos inteligentes, cenas do teatro da nossa juventude como diletos fantasmas.

Mas, agora, no dia 20 de dezembro de 2010, quase como um milagre, um sonho começa a se reconstruir: o lançamento da pedra fundamental da nova sede da UNE e da UBES cujo projeto foi doado pelo arquiteto centenário, Oscar Niemeyer, e cuja obra só será possível graças ao empenho dos sempre militantes (novos e velhos) e da sensibilidade política do presidente da república que foi saudado pelos presentes como: “Lula, guerreiro do povo brasileiro!”

A nova sede, no mesmo endereço: Praia do Flamengo, 132, terá uma dimensão física muito maior do que o nosso “antigo sobrado”, mas, na verdade, a grandeza é aquela do sonho que permaneceu e que não se deixou vencer.

Viva para os estudantes de todos os tempos!!! A UNE SOMOS NÓS!!!

Obrigado, presidente Lula, por ter em seu último pronunciamento aos estudantes brasileiros, devolvido ao povo o que lhe fora roubado.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Cuidando do Ambientalista


(Em tempo de Natal é sempre bom lembrar algumas palavras sábias do budismo. Aliás Thich Nhat Hanh tem um livro traduzido em português (entre 0utros) que se chama "Vivendo Buda, vivendo Cristo")



Traduzido do livro "The World We Have", de Thich Nhat Hanh,
por Samuel Cavalcante


Um estudante me perguntou “Existem tantas problemas urgentes, o que devemos fazer?” e eu disse “Escolha uma coisa, faça-a muito profundamente e com muito cuidado, então você estará fazendo tudo ao mesmo tempo”.

Muitas pessoas estão cientes do sofrimento da Terra e seus corações estão cheios de solidariedade. Eles sabem o que é necessário fazer e se engajam em atividades políticas, sociais e ambientais para mudar as coisas. Mas, depois de um período de intenso envolvimento, frequentemente muitos se sentem desencorajados por que lhes falta a força necessária para sustentar uma vida de ação. O intelecto sozinho não é suficiente para guiar uma vida de ação solidária. Para efetivamente influenciar o futuro de nosso mundo, precisamos de mais. A verdadeira força não pode ser encontrada no poder, dinheiro ou nas armas, mas em uma profunda paz interior. Quando temos insight suficiente, não nos deixamos apanhar mais pelas muitas situações difíceis. Podemos sair dessas situações muito facilmente. Quando mudamos as nossas vidas cotidianas – a maneira que pensamos, falamos e agimos – mudamos também o mundo. É importante para nós viver de modo a que, em cada momento, estejamos profundamente nele com nossa verdadeira presença, sempre vivos e alimentando o insight do interser. Sem paz e felicidade, não poderemos tomar conta de nós, nem das outras espécies e nem do planeta. Por isso a melhor maneira de cuidar do meio ambiente é cuidar do ambientalista.

Existem muitos ensinamentos budistas que podem nos ajudar a compreender nossa interconectividade com a Mãe Terra. Um dos mais importantes é o Sutra do Diamante, escrito sob a forma de um diálogo entre o Buda e um de seus mais importantes discípulos, Subhuti. O Sutra do Diamante é o texto mais antigo relativo á ecologia profunda. Começa com uma pergunta de Subhuti: “Se filhas e filhos de boas famílias quiserem gerar a mente mais desperta e realizada, em que eles devem se basear e o que eles deveriam fazer para dominar seus pensamentos?”.

Isto é o mesmo que perguntar “Se eu quiser usar todo o meu ser para proteger a vida, que métodos e princípios eu devo usar?”.

O Buda respondeu “Devemos fazer o melhor possível para ajudar a cada ser vivo a cruzar o oceano do sofrimento. Mas, depois de todos terem chegado às margens da libertação, nenhum ser em absoluto foi carregado até o outro lado. Se você se deixar apanhar pelas idéias de eu, pessoa, ser viv ou tempo de vida, você não será um autêntico bodhisattva”.

Eu, pessoa, ser vivo e tempo de vida são as quatro noções que nos impedem de ver a realidade.

A vida é uma unidade, não precisamos cortá-la em pedaços e chamar este pedaço de “eu”. O que chamamos de eu é feito de elementos não-eu. Quando olhamos uma flor, por exemplo, podemos pensar que ela é diferente das coisas que são “não-flor”. Mas se olharmos com mais profundidade, poderemos ver que tudo no cosmos está na flor. Sem algum dos elementos não-flor – sol, nuvens, terra, jardineiro, minerais, rios e consciência – uma flor não pode existir. É por isto que o Buda ensina que o eu não existe. Temos que descartar todas distinções entre eu e não-eu. Como é que alguém pode proteger o meio-ambiente sem este insight?

A segunda noção do Sutra do Diamante nos recomenda jogar fora é a noção de pessoa, de ser humano. Isto também não é difícil. Ao olharmos para o ser humano, poderemos ver os ancestrais humanos, os ancestrais animais, os ancestrais vegetais e os ancestrais minerais. Poderemos ver que o humano é feito de elementos não-humanos. Usualmente, costumamos discriminar entre humanos e não-humanos, pensando que somos mais importantes que as outras espécies. Mas já que somos feitos de elementos não-humanos, para protegermos a nós mesmos temos que proteger todos os elementos não-humanos. Não existe outro jeito. Se você pensar que Deus criou os seres humanos à sua imagem e semelhança e que Ele criou todos os outros seres para uso deles, então você já está discriminando e tornando as pessoas mais importantes que os outros seres. Ao vermos que os seres humanos são desprovidos de eu, vemos também que ao cuidar do meio-ambiente (dos elementos não-humanos) cuidamos da humanidade. Temos que respeitar e proteger as outras espécies para podermos ter uma chance. A melhor maneira de tomar conta dos seres humanos de modo a que eles fiquem verdadeiramente saudáveis e felizes é tomar conta dos outros seres e do meio-ambiente.

Conheço ecologistas que não estão felizes com suas famílias. Eles trabalham duro para melhorar o meio-ambiente parcialmente por que querem escapar de sua vidas familiares infelizes. Mas se alguém não é feliz consigo mesmo, como poderá ajudar o meio-ambiente? Proteger os elementos não-humanos é proteger os seres humanos e proteger os seres humanos é proteger os elementos não-humanos.

A terceira noção que devemos quebrar é a noção de ser vivo. Pensamos que os seres vivos são diferentes dos objetos inanimados, mas , de acordo com o princípio do interser, seres vivos são compostos de seres não-vivos. Quando olhamos para dentro de nós, podemos ver os minerais e outros seres não-vivos. Por que discriminar contra aquilo a que chamamos de inanimado? Para proteger os seres vivos temos que proteger as pedras, o solo, os oceanos. Antes da bomba ser jogada sbre Hiroshima, existiam muitas bancos de pedra nos parques. Quando os japoneses estavam reconstruindo a cidade eles tiveram a sensação de que aquelas pedras estavam mortas. Então eles as levaram embora e enterraram-nas e trocaram-nas por pedras vivas. Não pense que essas coisas não são vivas. Os átomos estão sempre se movimentando. Elétrons se movem quase à velocidade da luz. De acordo com o ensinamento do budismo, átomos e consciência são eles mesmos a própria consciência. É por isso que essa discriminação entre seres vivos e não-vivos deve ser descartada.

A última noção é a de tempo de vida. Costumamos pensar que nossa vida começa num determinado ponto do tempo e que antes deste momento nossa ela não existia. Esta distinção entre vida e não-vida não é correta. A vida é feita de morte e a morte é feita de vida. Temos que aceitar a morte; ela torna a vida possível. As células do nosso corpo estão morrendo todos os dias, mas nunca pensamos em organizar um funeral para elas. A morte de uma célula permite o nascimento de outra. Vida e morte são dois aspectos da mesma realidade. Precisamos aprender a morrer em paz para que outros possam viver. Esta profunda meditação produz o não-medo, a não-raiva, o não-desespero, as forças que precisamos para nosso trabalho. Nau ausência do medo, mesmo que o problema seja grande não perderemos o controle. Saberemos dar pequenos e firmes passos.

Se aqueles que trabalham para proteger o meio-ambiente olharem profundamente para essas quatro noções, eles saberão como continuar e como agir. Eles terão energia suficiente e insight para ser um bodhisattva no caminho da ação.

Existe muito sofrimento no mundo e é importante que nós estejamos em contato com esse sofrimento para sermos solidários. Mas para sermos fortes, também precisamos abraçar os elementos positivos. Quando vemos um grupo de pessoas vivendo de maneira consciente, sorrindo e se comportando com amor, ganhamos confiança no futuro. Quando praticamos a respiraçao, o descanso, o caminhar e o trabalho conscientes, nós mesmos nos tornamos um elemento positivo na sociedade e inspiraremos confiança em todos que estão à nossa volta. Esta é a maneira de evitar que o desespero tome conta de nós. Também é uma maneira de ajudar as jovens gerações a não perderem a esperança. É muito importante que possamos viver o dia-a-dia de nossas vidas de tal modo a demonstrar que o futuro é possível.

Para produzir uma mudança real na situação ecológica global, nossos esforços devem ser harmoniosos e coletivos, baseados no amor e no respeito por nós mesmos e pelos outros, e pelos nossos ancestrais e futuras gerações. Se a raiva causada pela injustiça é a fonte de nossa energia, iremos provocar mais danos, coisas que iremos nos arrepender depois. De acordo com o budismo, a solidariedade (Karuna, NT) é a única fonte de energia que é útil e segura. Com a solidariedade, nossa energia nasce do insight; não é uma energia cega. Somente sentir compaixão, não é suficiente, temos que aprender a expressá-la. É por isso que o amor tem andar sempre junto com a compreensão. Compreensão e insight nos mostram como agir.

O termo “budismo engajado” foi criado para restaurar o verdadeiro significado do budismo. Budismo engajado é simplesmente o budismo aplicado em nosso dia-a-dia. Se não é engajado, não pode ser chamado budismo. As práticas budistas não devem ser feitas somente nos monastérios, centros de meditação e institutos budistas, mas em qualquer situação na qual nos encontremos. Budismo engajado significa atividades do dia-a-dia combinadas com a prática da plena consciência.

Existe uma real necessidade de levarmos o budismo para a sociedade, especialmente quando você se encontra em uma situação de guerra ou injustiça social. Durante a guerra do vietnã se tornou muito claro que deveríamos praticar o budismo engajado, para que a solidariedade e a compreensão pudessem se tornar parte da vida do povo. Quando sua vila é bombardeada e destruída e quando seus vizinhos se tornam refugiados, você não pode simplesmente continuar a praticar a meditação sentada na sala de meditação. Mesmo que o templo não tenha sido bombardeado e a sua sala de meditação esteja intacta, ainda assim você poderá ouvir os gritos das crianças feridase poderá ver a dor dos adultos que perderam suas casas. Como é que você pode continuar a se sentar lá de manhã cedo, à tarde e à noite? É por isso que você tem que encontrar um jeito de levar a sua prática para a vida cotidiana e sair para ajudar as outras pessoas. Você pode fazer tudo o que você puder para aliviar o sofrimento. Mesmo que você saiba que se abandonar a prática de sentar-se e caminhar com plena consciência, você não será capaz de retomá-la por um longo tempo.

É importante que ao mesmo tempo em que nos tornemos voluntários ou tomemos parte no ativismo ambiental, encontremos uma maneira de continuar nossa prática de respirar, caminhar e falar com plena consciência. Não nos deixemos cair na raiva ou no desespero ao refletir sobre o estado atual do mundo, ou quando confrontados com aqueles que se engajam no desperdício dos recursos naturais. Pelo contrário, podemos fazer de nossa vida um exemplo de vida simples. A escuta profunda e a fala amorosa podem nos ajudar a apoiar a transformação dos indivíduos e da sociedade e nutrir o despertar coletivo que irá salvar nosso planeta e nossa civilização.

Se quisermos ter sucesso na prática da fala amorosa, precisamos saber como lidar com nossas emoções quando elas nos chegam à superfície. Toda vez que a raiva, a frustração ou a tristeza sugirem, temos que ter a capacidade de lidar com elas. Isso não significa lutar com elas, suprimí-las ou expulsá-las. Nossa raiva e nosso desapontamento são parte de nós, não devemos fazer isso. Quando oprimimos a nós mesmos, cometemos um ato de violência contra nós mesmos. Se soubermos como retornar à respiração consciente, criaremos um ambiente de verdadeira presença e geraremos a energia do contato. Com essa energia reconheceremos e abraçaremos nossa tristeza, raiva ou desapontamento com bondade e amor.

Trabalho social e de ajuda realizados sem a prática da plena consciência não podem ser descritos como budismo engajado. Todos os que fazem esse trabalho correm o risco de se perder no desespero, na raiva ou na frustração. Se você estiver realmente praticando o budismo engajado, então você saberá preservar-se a si próprio como praticante, ao mesmo tempo em que faz coisas para ajudar as pessoas no mundo. Budismo verdadeiramente engajado é, antes de tudo, a prática da plena consciência em tudo o que fizermos.

A prática da plena consciência nos ajuda a ficarmos vigilantes sobre o que está acontecendo. Uma vez sejamos capazes de olhar profundamente no sofrimento e reconhecer sua raízes, seremos motivados a agir e a praticar. A energia que precisamos não é o medo ou a raiva ou mas a energia da compreensão e da solidariedade. Não há necessidade de culpar ou condenar. Aqueles que estão destruindo a si mesmos, a sociedade e o planeta não o fazem intencionalmente. A dor e a solidão deles é avassaladora e eles querem escapar. Eles precisam de ajuda e não de punição. Somente a compreensão e a solidariedade no nível coletivo pode nos libertar.

Budismo e Meio Ambiente (do blog Thich Nhat Hanh)


O Budismo é um Humanismo

O budismo é a mais forte forma de humanismo que temos. Ele nos ajuda a aprender a viver com responsabilidade, solidariedade e amor. Cada praticante budista deveria ser um protetor do meio ambiente. Temos o poder de decidir o destino de nosso planeta. Se acordamos para nossa situação, haverá uma mudança na nossa consciência coletiva. Temos que fazer algo para despertar as pessoas. Temos que ajudar o Buda a despertar as pessoas que estão vivendo em um sonho.

Feliz Natal


Natal não é consumo
Natal não é ruído
Natal não é comilança FELIZ NATAL!
Natal é nascimento
Natal é harmonia
Natal é consciência

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Uma década de tragédias ambientais (eco4planet)


Além de estarmos chegando ao fim do ano, chegamos também ao final da década. Uma década marcada por diversas tragédias ambientais.

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2001 – O ano testemunhou uma dura batalha da guerra que vem sendo travada há cerca de meio século entre ecologia e economia: em março, os Estados Unidos se recusaram a ratificar o Protocolo de Kyoto – o tratado internacional para limitar a emissão de gases que agravam o efeito estufa. Na foto, manifestação de estudantes americanos a favor da decisão do presidente George W. Bush.

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2002 – Dez anos após a realização da ECO 92, no Rio de Janeiro, novo fórum internacional se reuniu na Rio + 10m, em Johanesburgo, na África do Sul, para tentar chegar a um acordo sobre a interferência do ser humano sobre o meio ambiente, de modo a evitar uma catástrofe. Na foto, ativistas do Greenpeace estendem uma faixa na estátua do Cristo Redentor em protesto contra o fracasso da cúpula.

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2003 – Nas duas primeiras semanas de agosto, uma onda de calor assolou a Europa, com temperaturas superiores a 40 graus C em países onde a média é bem menor do que essa. O fenômeno teve graves consequências, especialmente para a França, a Itália e Portugal. Na foto, idosos franceses são atendidos em hospital parisiense

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2004 – No último fim de semana do ano, a natureza deu uma demonstração de seu poder de destruição no Sudeste Asiático. Um terremoto de mais de 8 graus na escala Richter ocorrido a 10 km abaixo do nível do mar, provocou um tsunami com ondas gigantes (entre 15 e 30 metros de altura). A tragédia atingiu oito países da Ásia: Bangladesh, Índia, Indonésia, Malásia, Maldivas, Mianmar, Sri Lanka e Tailândia, além da costa nordeste da África. Na foto, onda atinge resort na Tailândia.

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2005 – O ano em que o Protocolo de Kyoto entrou em vigor foi marcado por uma catástrofe: o furacão Katrina, que se deslocou pelo Caribe e região sudeste dos Estados Unidos, em agosto. Em virtude da falha de seus sistemas de proteção contra enchentes, 80% da cidade de Nova Orleans foram inundados, com a consequência de seis mortes diretas, a evacuação de 1 milhão de pessoas.

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2006 – Um alerta sobre a gravidade do aquecimento global ganhou as telas de todo o mundo com o documentário ?Uma verdade inconveniente?, dirigido por Davis Guggenheim, que aborda a campanha do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore para conscientizar os cidadãos sobre o problema. No ano seguinte, Gore recebeu o Nobel da Paz.

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2007 – A divulgação de novo relatório do IPCC (sigla em Inglês de Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) trouxe previsões assustadoras. Informou, por exemplo, que mais de 1 bilhão de pessoas podem vir a sofrer com a falta de água a partir de 2020 e alertou para a devastação da Amazônia. Na foto, Rajendra Pachauri, climatologista-chefe do IPCC.

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2008: O Brasil foi alvo de catástrofes ambientais: em abril, as chuvas torrenciais provocaram transbordamento de rios e inundações no Nordeste e, em novembro, foi a vez de Santa Catarina, onde as enchentes causaram mortes e deixaram milhares de desabrigados. Na foto, a comunidade de Volta por Cima, entre Ilhota e Itajaí (SC).

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2009 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante sessão plenária na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague (Dinamarca). A reunião, que começou sob a alcunha de “Hopenhagen”, terminou em clima de fracasso. O Brasil, porém, anunciou o compromisso de reduzir suas emissões de 36% a 39% até 2020.

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2010- A explosão de uma plataforma petrolífera da British Petroleum, em abril, no Golfo do México, produziu uma mancha negra 11 vezes maior do que a cidade do Rio de Janeiro e afetou milhares de animais, como esta gaivota na Louisiana. O ano terminou com duas conferências sobre meio ambiente. Uma foi a de Nagoia, que resultou em um acordo bem-sucedido sobre biodiversidade.

A outra foi a COP-16, em Cancún, que termina com a esperança de um final feliz em 2011. Quem viver, verá. [EnergiaEficiente]