domingo, 24 de maio de 2009

Educação Ambiental e Aquecimento Global

Água ( do blog coletivos educadores para territórios sustentáveis)

O drama da água em escala global

Artigo do jornalista Washington Novaes publicado em 27 de março no jornal O Estado de São Paulo. Vale a pena refletir, sempre, sobre os números assustadores que se referem à questão da água.

"O Fórum Mundial da Água, encerrado no último fim de semana em Istambul, com a presença de 28 mil delegados de 182 países, trouxe à tona informações dramáticas sobre esse setor no mundo, bem como recomendações para a Convenção do Clima, reuniões do G-8, governos e outras instâncias de decisão.
A começar pelo fato de mais de 1 bilhão de pessoas já não terem acesso a água de boa qualidade e 2,5 bilhões não disporem de redes de coleta de esgotos. Como a população mundial continuacrescendo à razão de 80 milhões de pessoas por ano, são mais 64 bilhões de metros cúbicos anuais no consumo global de água, diz o relatório Water in a Changing World, de 26 agências da ONU.

Além disso, acentua o documento, as pressões continuam crescendo: as hidrelétricas, que respondem por perto de 20% da energia no mundo, são cada vez mais solicitadas para reduzir as fontes poluidoras derivadas do carvão, do gás e do petróleo – e isso significa mais barragens quando, segundo a Comissão Mundial de Barragens, já existem 45 mil no mundo (só as com pelo menos 15 metros de altura), mais de 80% do fluxo dos rios é
interrompido e vários dos grandes rios não chegam mais aos oceanos (Colorado, Amarelo e outros). A agropecuária, que usa cerca de 70% da água, aumenta seu consumo com a demanda de alimentos (1 quilo de trigo exige de 400 litros a 1 mil litros para ser produzido, diz o documento; 1 quilo de carne, entre 1 mil e 20 mil litros; 1 litro de combustível “verde”, cerca de 2,5 mil litros).
Não é só. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lembra que, se um ser humano precisa de apenas 3 litros diários para beber, precisará de cerca de 3mil litros por dia para produzir sua alimentação – o que pode elevar o consumo total, em casa e fora dela, para 4 mil litros por dia por pessoa.

Tem mais. Doenças veiculadas pela água são a segunda causa de morte de crianças com menos de 5 anos: 4,2 mil por dia. Dessas crianças, 125 milhões vivem em casas sem água potável de boa qualidade; 23% da população mundial defeca ao ar livre, porque não dispõe de instalações sanitárias nem de redes de esgoto – o que leva a ONU a concluir que, se o saneamento fosse
universalizado, seriam reduzidas em 32% as doenças diarreicas, que matam, junto com outras veiculadas pela água, 1,7 milhão de pessoas por ano (no Brasil, perto de 80% das internações pediátricas e das consultas na rede pública se devem a essas doenças).

Reduzir esses dramas e caminhar em direção aos Objetivos do Milênio exigirá enfrentar muitos condicionantes: o aumento da população; as regras para
compartilhamento dos aquíferos pelos vários países; impedir que mudanças do clima façam ainda mais vítimas entre os pobres e continuem a derreter os
gelos das montanhas, que abastecem centenas de milhões de pessoas; a crise econômica global, que restringe recursos.
Também exigirá novas tecnologias, mudanças no padrão de consumo e no mercado de alimentos e mais planejamento, controle da poluição, regras para
expansão urbana desordenada e redução do desmatamento.
A situação brasileira, nesse quadro, poderia ser até privilegiada, já que dispomos de 12% do fluxo superficial de água no mundo, além de grandes depósitos subterrâneos. Mas além da distribuição geográfica da água ser muito desigual (72% na Amazônia, 6% no Sudeste), diz a Agência Nacional de Águas, há anos que todas as nossas bacias hidrográficas, da Bahia ao Sul
do País, estão em“situação crítica” por causa de poluição, desperdício ou conflitos pelo uso.
E a situação do abastecimento de água e saneamento continua dramática. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), são 34,5 milhões de pessoas (28,6% da população urbana) que não dispõem de redes de coleta de esgotos, mas se a elas se acrescentarem os que contam apenas com fossas, chega-se perto de 50%. Quase 10% não têm suas casas ligadas
a redes de abastecimento de água. Mas a “universalização” das redes de esgotos e de água só acontecerá em 20 anos.
Apesar disso, estamos devolvendo R$ 202 milhões ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) porque não fomos capazes de fazer licitações e cumprir outras exigências. E tudo isso sem entrar no terreno do tratamento de esgotos, já que apenas pouco mais de 20% dos esgotos coletados recebem algum tratamento (em geral, apenas primário, que devolve 50% da carga orgânica aos rios, onde são a causa principal de poluição). Ou no terreno da perda de água, que está acima de 40% nas maiores cidades brasileiras.

Pode haver encaminhamentos, claro. Os recursos para o saneamento têm de aumentar. É possível ampliar as redes de coleta com menos gastos se se adotar em maior escala o sistema de ramais condominiais (que já atendem a 15 milhões de pessoas, inclusive grande parte de Brasília). Para reduzir as perdas de água, é indispensável criar nos bancos públicos sistemas de financiamento para recuperação e manutenção das redes (hoje só se financiam novas barragens, adutoras e estações de tratamento, muitas vezes
mais caras). Urge implantar os comitês de gestão de bacias em todo o País (só dois funcionam hoje) e a exigência de pagamento pelo uso da água (com os recursos daí advindos aplicados na própria bacia).

Deixar, o Tesouro Nacional, de contingenciar recursos dos comitês. Disciplinar o uso de águas por pivôs centrais, que em grande parte desperdiçam metade do que retiram dos mananciais. Reciclagem e reúso da água têm de se tornar rotina. Nas cidades, é fundamental exigir a retenção de água de chuva em cada imóvel e usá-la inclusive nos sistemas sanitários (ajudando também a reduzir as enchentes). Ampliar para todo o País o sistema adotado em São Paulo, de individualizar as contas nas habitações coletivas, para estimular a economia (é preciso ter também faixas mais diferenciadas para o consumo, pelo mesmo motivo).

Enfim, são muitos caminhos. Não se pode perder mais tempo diante da gravidade do quadro."

Washington Novaes é jornalista. E-mail: wlrnovaes@uol.com.br

Como participar da Agenda 21? (planetasustentavel.com.br)

Beto Uechi / Pingado

MOVA-SE

Como participar da Agenda 21?

Conheça e faça parte desse projeto existente há 15 anos


Por Yuri Vasconcelos
Revista Vida Simples - 06/2007

O jeito mais fácil é freqüentar as reuniões da Agenda 21 local. Lançada na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano (ECO-92), a Agenda 21 é um instrumento que reúne representantes do poder público, empresas e sociedade civil (é aí que você entra) para planejar políticas públicas. Ela está dividida em três níveis que visam ao desenvolvimento sustentável de uma região (Agenda 21 Local), de um país (Agenda 21 Brasileira) ou do planeta (Agenda 21 Global).

"É fundamental que as pessoas participem das reuniões da Agenda 21 Local para opinar sobre as mudanças que querem na sua cidade", diz Rubens Born, diretor-executivo da ONG paulista Vitae Civilis, ligada ao desenvolvimento sustentável.

Nesses encontros, são debatidas questões ligadas ao meio ambiente e temas de interesse de todo cidadão, como a aplicação dos recursos do orçamento municipal ou a construção de novas escolas. Informe-se na prefeitura de sua cidade ou consulte os sites do Ministério do Meio Ambiente (no www.mma.gov.br, clique em Agenda 21 e Sistema Agenda 21) e da Rede Brasileira de Agendas 21 Locais (www.redeagenda21local.org.br) para saber se existe Agenda 21 Local na sua cidade. Resposta negativa?

A saída então é mobilizar um grupo de pessoas para iniciar o processo. O site do Ministério do Meio Ambiente tem um passo-a-passo de como levar esse desafio à frente.

sábado, 23 de maio de 2009

Parábola para a Ação da Cidadania

Parábola

“Longe, muito longe daqui havia um pais muito rico. Rico, mas corrompido pelo egoísmo e pela indiferença do seu povo. Nesse país vivia um homem que ia todos os dias durante muitos anos para o meio da praça tentar convencer as pessoas a mudarem de atitude, a lutarem contra as injustiças. Quase ninguém ouvia. Um dia um viajante que passava por ali lhe perguntou:

-Há anos que eu passo por aqui e vejo você lutando para modificar as pessoas. Por que você continua?

E o homem lhe respondeu:

- É simples. Se eu desistir elas que terão conseguido me modificar”. *

* (campanha da Ação da Cidadania - anos 90).

Chovendo em nossa cabeça (Gabeira, chuva e Petrópolis)

Chovendo em nossa cabeça

Fernando Gabeira

www.google.com
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As chuvas que castigam o norte-nordeste castigam nossa reputação. Quando caíram, em Santa Catarina, fizemos inúmeros debates nas cidades do estado, para aprender as lições. Trouxemos o debate para Brasilia, nacionalizando-o. Pouco adiantou todo o esforço; as chuvas reproduzem os problemas e não há soluções no horizonte.

Tanto em Santa Catarina como no norte do Rio, constatamos que a ajuda do governo sempre chega tarde. Em alguns casos, só chega no próximo desastre. Saída? A sugestão é um fundo de prevenção de desastres que possa ser acionado no momento da crise.

Muitas cidades não têm defesa civil organizada. Os governos ficam sem um interlocutor local para iniciar os trabalhos. Esta é uma tarefa de todos. Temos levado a idéia de cursos sobre defesa civil nas escolas. As crianças podem ajudar a preparar os pais.

Assim como não há uma pressão sobre os prefeitos para que organizem a defesa civil, não há também projetos de adaptação às chuvas. Há algum tempo, tento levar a Petrópolis a idéia de um projeto que possa ser levado ao Brasil, respeitadas as diferenças.

O que mais dói não é a preparação estratégica, mas o silêncio da política. Estamos com um quase um milhão de atingidos. O presidente fez um sobrevôo, prometeu ajuda. Não há sequência, além do socorro básico.

Nas chuvas do norte do Rio , obtivemos certa coordenação com o Banco do Brasil que abriu linha de crédito para pequenos empresários . Agora, era preciso uma sala de crise:mapas, gráficos, dados novos,tudo deveria estar sobre a mesa.

Ou avançamos agora, ou perderemos cidades inteiras para as águas. O governo precisa pedir socorro à ciência (Bush não acreditou em Nova Orleans) e à sociedade. Em época de gripe e chuva, que tal ler Os Três Porquinhos?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Contribuição da turma 803

Contribuição de Jozenir Roberto de Souza Dalia, da turma 803. Muito obrigada!!!

Chitãozinho e Xororó - O Rio

O rio vai descendo a serra
Vai molhando a terra seca do sertão
Vai formando uma corrente
Feita uma serpente solta pelo chão
E a água do seu leito
É leite no peito da mãe plantação
Que vai eliminar a fome
E matar a sede de toda nação

O rio vai criando filhos
Vai regando o milho, arroz, feijão
Vai seguindo o seu caminho
Segue seu destino, sua direção
Depois que vem a colheita
O rio sempre aceita dos canaviais
O bagaço do alimento
E a sobra de tudo que ninguém quer mais

Rio que não tem carinho
Qualquer dia desses vão te dar valor
Nasce limpo e morre sujo
Envenenam tudo, até o próprio amor
Será que eles não percebem que natureza pede
para viver
Enquanto vai morrendo o rio
Nada em sua volta poderá nascer


Profª Mariana

Dia Internacional da Diversidade Biológica (IDB) (Canal Azul)

22 de Maio - Dia Internacional da Diversidade Biológica (IDB)

A Organização das Nações Unidas (ONU) proclamaram o dia 22 de Maio como “O Dia Internacional da Diversidade Biológica” (International Day for Biological Diversity ou IDB) para incrementar os estudos e conservação da Biodiversidade. Quando foi criado pelo Segundo Comitê da Assembléia Geral da ONU em 29 de dezembro de 1993, data da primeira Convenção sobre a Diversidade Biológica. Em dezembro de 2000, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou o dia 22 de Maio como o Dia Internacional da Diversidade Biológica. Esta mudança ocorreu porque era muito difícil para a grande maioria dos países planejar ações e comemorar a data em 29 de dezembro por coincidir com as festas de fim de ano.

Todos os anos há um tema a ser discutido. Este ano, o tema escolhido para a comemoração do IDB será sobre “Espécies Exóticas Invasoras” (invasive alien species ou IAS). São chamadas de espécies exóticas aquelas que não são nativas de um ecossistema. Plantas, animais, patógenos ou qualquer outro tipo de organismo que possa causar algum tipo de prejuízo ambiental ou econômica e ainda causar algum tipo de dano à saúde humana. Particularmente, espécies exóticas causam um grande impacto ambiental, incluindo a eliminação das espécies locais, por meio de competição, predação, transmissão de patógenos, com conseqüência a destruição parcial ou total do ecossistema local.

Espécies exóticas, introduzidas pelo homem ou por migração dos seus ambientes naturais, têm afetado quase todos os ecossistemas terrestres e hoje é um dos grandes desafios para a manutenção da Biodiversidade. Desde o século XVII, as espécies exóticas invasoras, contribuíram aproximadamente com 40% de extinção da vida animal no planeta, com causas desconhecidas (CBD, 2006).

O problema continua a crescer, gerando custo socioeconômico, ecológico e a saúde humana ao redor do mundo. Espécies invasoras têm aumentado a pobreza e a destruição na agricultura, em florestas, redução da pesca e diminuição de espécies em todos os sistemas naturais, importante base de desenvolvimento dos povos em todos os países. Isso ainda é agravado pelas mudanças climáticas, poluição ambiental, redução e perda dos habitas e as diferentes ações antrópicas.

CBD, 2006. Panorama da Biodiversidade Global 2. Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica, ONU, Montreal, 81 + vii paginas.

Biodiversidade do Brasil –

O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo, contando com um número estimado de mais de 20% do número total de espécies do planeta. Diversas espécies de plantas de importância econômica mundial são originárias do Brasil, destacando-se dentre elas o abacaxi, o amendoim, a castanha do Brasil (também conhecida como castanha do Pará), a mandioca, o caju e a carnaúba.

O Brasil abriga o maior número de primatas com 55 espécies, o que corresponde a 24% do total mundial; de anfíbios com 516 espécies; e de animais vertebrados com 3.010 espécies de vertebrados vulneráveis, ou em perigo de extinção. O país conta também com a mais diversa flora do mundo, número superior a 55 mil espécies descritas, o que corresponde a 22% do total mundial. Possui, por exemplo, a maior riqueza de espécies de palmeiras (390 espécies) e de orquídeas (2.300 espécies). Possui também 3.000 espécies de peixes de água doce totalizando três vezes mais que qualquer outro país do mundo.

O Brasil é agraciado não só com a maior riqueza de espécies, mas também, com a mais alta taxa de endemismo. Uma em cada onze espécies de mamíferos existentes no mundo é encontrada no Brasil (522 espécies); juntamente com uma em cada seis espécies de aves (1.622), uma em cada quinze espécies de répteis (468), e uma em cada oito espécies de anfíbios (516). Muitas dessas são exclusivas para o Brasil, com 68 espécies endêmicas de mamíferos, 191 espécies endêmicas de aves, 172 espécies endêmicas de répteis e 294 espécies endêmicas de anfíbios. Esta riqueza de espécies corresponde a, pelo menos, 10% dos anfíbios e mamíferos e 17% das aves descritas em todo o planeta.

A composição total da biodiversidade brasileira não é conhecida e talvez nunca venha a ser, tal a sua magnitude e complexidade. Entretanto, sabe-se que para a maioria dos seres vivos, o número de espécies no território nacional, na plataforma continental e nas águas jurisdicionais brasileiras é elevado; é fácil inferir que o número de espécies, tanto terrestres quanto marinhas, ainda não identificadas, pode alcançar valores da ordem de milhares no Brasil.

Fonte: IBAMA.


http://www.canalazultv.com.br/videos.aspx?id=264